
SINOPSE DA PEÇA
Ruas de Barros narra o perfil biográfico do poeta Manoel de Barros através de seus próprios poemas, com ênfase em seu estilo de criação literária, denominado pelo próprio autor de “criançamento das palavras”.
Os mais importantes personagens presentes em seus livros aparecem materializados e são colocados em contato com o poeta. Desta maneira, os andarilhos Andaleço e Bernardo, o Menino-Poeta e a Anima-Mãe tornaram-se os eixos de relação do Poeta com sua história. Enquanto o Velho-Poeta viaja através da própria memória, o público acompanha através dos versos-diálogos, além de uma exposição do fazer literário do poeta, a narrativa da trajetória biográfica e intelectual de Manoel de Barros. A relação do poeta com seus personagens é intercalado por intervenções musicais e por canções cujas letras são poemas do próprio autor.

CONCEITOS DA ENCENAÇÃO
Ruas de Barros nasce na relação entre os atores e a poesia, entre a poesia e o teatro, entre o teatro e a música, e entre Manoel de Barros e o público. O espectador que vive, através dos versos do poeta, o "Homem Primitivo", o metafísico e o fazer poético. Encontros, que na verdade são camadas - desdobramentos do espaço de reflexão ativa entre o artista e a obra e entre a obra e o público.
A encenação é épica por excelência; uma viagem dentro das lembranças do Velho Poeta. Tudo acontece às vistas do público - “Perdoai, mas eu preciso ser outros” - e os personagens nascem desta personalidade múltipla do poeta: lembranças de sua infância, amigos concretos ou imaginários – pessoas reais e inventadas que ganharam vida na sua poesia e tomaram corpo na encenação. A vida contida no universo retratado nos poemas de Manoel de Barros expande-se em direção à metafísica da criação, ao jogo com o natural, ingênuo e apaixonado, em uma teatralidade imensamente imagética.
Assistente de direção musical: Antonia Mattos
Daqui vem que os poetas podem compreender o mundo sem conceitos.
Que os poetas podem refazer o mundo por imagens, por eflúvios, por afeto."
Ruas de Barros apresentou-se em Janeiro como convidado. Mais de 300 pessoas acompanharam a 1ª apresentação noturna da peça.
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